VOCÊ SABE O QUE UM GESTOR TEM A APRENDER COM PRISIONEIROS DO PAÍS DE GALES?
Conheça a experiência recente dos gauleses que está sendo imitada pelo Reino Unido e depois e só depois responda à pergunta.

Sabe aquela frase “ou se aprende pela dor ou pelo amor”?
Parece que os líderes têm aplicado bastante a 1ª parte desse conceito. A maioria dos grupos de profissionais que tenho treinado (mesmo os experientes), tem uma reclamação recorrente – a falta de incentivo e reconhecimento.
Lembrar da última “bronca” que receberam é sempre fácil, já de um elogio…

São comuns as afirmações “não faz mais que sua obrigação” ou ainda “você é pago pra isso”, feitas aberta ou veladamente!
Não que isso não seja verdade – certamente são. Mas elas são verdadeiros “baldes de água fria” na autoestima de quem as escuta.

Aprendemos a corrigir e punir – “que isso não se repita” – mas não a  perpetuar o que está sendo positivo – “seu relatório está bem completo, parabéns!”
Bom, se você acha que parabéns já é demais (até por que você só usa a expressão em aniversários e outras ocasiões especiais), o reconhecimento de que algo está bem feito já será motivação suficiente.

Duvida? Então, aqui vão alguns fatos.
Há muito as neuro e psicociências já provaram que o estímulo positivo funciona melhor do que choques negativos. Essa verdade está sendo percebida nos lares e nas empresas e agora migra para uma realidade muito diferente. Uma experiência está sendo feita com prisioneiros do País de Gales e com grande sucesso em termos de reabilitação. Eles recebem não só advertências, mas reconhecimento e respeito através de vantagens quase impensáveis para nós.

Lá os presos recebem as chaves das celas, usam as próprias roupas, cozinham para si mesmos, podem ter jogos eletrônicos (sem internet), ter um passarinho dentro da cela, e muitas outras regalias. E está dando certo! Cresceram a disposição para estudar, para ajudar outros detentos, além de  lidar melhor com as emoções pessoais e as dos outros. Cresceu o desenvolvimento das chamadas “soft skills” – habilidades interpessoais – vitais para a reabilitação e inclusão social futura.

Você está pensando – mas minha empresa está longe de ser uma prisão…

Isso é verdade, mas será que seu desenvolvimento profissional não está sendo aprisionado? Sua iniciativa e seu protagonismo não estão sendo desencorajados por um sistema de direcionamentos punitivos? Partir para desenvolver profissionais a partir do que eles fazem certo ao invés de apontar suas falhas, é um grande desafio, mas certamente os benefícios virão na forma de melhores e maiores resultados.

E você? Já deu ou recebeu as chaves do cofre onde as decisões e autonomia são guardadas?
Seja qual for sua posição na empresa, terá que dar devolutivas, expressar confiança e respeitar autonomias. Difícil? Nem tanto, mas é preciso mudar alguns hábitos…
Vale consultar as “dicas” para criar um Fluxo de Devolutivas Construtivas (FDC) para colaboradores, pares e até líderes.

Conhecer o Modelo FDC não garante que a comunicação vá fluir da maneira certa… Escolhas as melhores palavras e “capriche” no tom de voz e no gestual, que deve ser adequado para a energia e perfil do seu interlocutor.

Se quiser complementar o FDC temos informações sobre, sintonia, rapport” e “perfis pessoais” “gatilhos mentais” e “influência sem autoridade”.