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Minha “lição aprendida” desta semana fala sobre desencontros, não só de opiniões, mas também de interpretações do mesmo fato.

O ser humano, de modo geral, tem seus sonhos, suas idealizações de felicidade… Não raro, muitos dos sonhos não realizados são incorporados à realidade do ser em questão. E por que é fácil “confundir” realidade com expectativas? E essa confusão, será que não passa de uma boa mentira?

Muitas são as explicações e as teorias que respondem essas questões, As neurociências trazem conceitos interessantes, que talvez expliquem algumas desilusões com situações e pessoas com quem convivemos. Acompanhem algumas “lições” que eu coletei:

  • Nosso cérebro (como um hardware) vem com uma programação genética que abriga instintos, reações, informações (nosso software). À medida que se desenvolve, passa a copiar comportamentos das pessoas próximas e passa a usar esse ferramental no formato de repetição ou em uso randômico, de tentativa e erro.
  • “O cérebro guia o comportamento de forma conveniente. Não se importa se a consciência está envolvida ou não em suas decisões. E, na maior parte do tempo, ela não está!” – Eagleman.
  •  O Dr. Paul Ekman, pioneiro do estudo dos não verbais como espelhos dos verdadeiros sentimentos ou intenções do ser humano, afirma que “uma pessoa comum fala 3 mentiras a cada 10 minutos de conversa!”
  •  As pesquisas do “Project Reason” (Dr.Harris) defendem, entre outras coisas, que o lado esquerdo do cérebro humano tem a função principal de “explicar aquilo que já foi decidido”. Como um bom contador de histórias, ele elabora teorias e explicações que justificam atos que já aconteceram.

 

Se juntarmos essas teorias/descobertas, teremos como resultado “um caldo, que mistura sonho, realidade e invenções que justifiquem aquilo que queremos ou decidimos fazer, independente de ser o certo ou errado”

Recentemente, fui testemunha de alguns atos impensados de um bom amigo. Ele levou ao meu conhecimento, atos “me arrepiaram”… Ele, entretanto, não parecia entender a gravidade da situação em que se meteu… O seu cérebro encontrou uma série de explicações para suas ações e ele parecia genuinamente convencido de que “nada aconteceu”!

Estaria ele mentindo para mim? Ou para si mesmo? As pesquisas mostram que as duas afirmações são verdadeiras e funcionam como a questão do “ovo e a galinha”, sem que possamos saber o que alavancou o resultado final.

Então não tem solução: somos reféns do nosso próprio cérebro?

As respostas variam muito, mas a maioria das ciências e religiões parece convergir para uma direção, um mesmo método:

  • Conhecer a si mesmo;
  • Saber o que alavanca o egocentrismo e o coletivo;
  • Decidir se quer pertencer ou viver à margem, impactando o seu meio positiva ou negativamente.

Essa tríade de “orientação macro” fará você selecionar as melhores práticas, construir momentos mais propícios, e formar os grupos mais positivos para que você possa mudar alguns finais para as mesmas histórias!

Acredito que essa “lição aprendida” se resume em uma afirmação: “errar é humano”, mas, certamente, “acertar também o é”…