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Afinal, “o sonho acabou” para os Ys?

Vamos acompanhar as mudanças significativas apresentadas por eles.  

2008:

  • 84% = Escolhem salários e ofertas de trabalho: apostam tudo em capacidade e competências, esperando que as empresas reconheçam isso com bônus e salários bastante diferenciados.
  • 68% = lutam por promoções significativas antes de atingirem 1 ano de empresa. Movimentam-se rapidamente diante dos primeiros sinais de impossibilidade de atingimento desses objetivos.
  • A permanência média nas empresas é de cerca de 2 anos.
  • A maioria dos jovens que chegavam às empresas, não apresentavam interesse ou paciência para acolher a experiência dos que lá estavam.
  • Os conflitos de relacionamento e comunicação apontavam, quase sempre, para as diferenças de formação (especialmente tecnológica) entre eles.

2011

  • As altas taxas de desemprego no mundo (13% Brasil, 16% EUA, 50% Espanha) estão reduzindo progressivamente essas e outras expectativas dos jovens que alcançam o mercado de trabalho;
  • 32% desses jovens já aceita ganhar “menos do que merecem”;
  • Já consideram morar mais longe do trabalho e ocupar funções subalternas;
  • Já falam mais em “investir na carreira” adaptando seus prazos e conquistas urgentes à desaceleração das contratações;
  • Parecem “suportar” melhor as diferenças entre as gerações, embora ainda não se conformem com a “falta de agilidade e ambição dos mais velhos”…

2013

  • Rotatividade: antes da crise, 54% dos jovens esperavam passar por 6 ou mais empresas ao longo da carreira. Hoje, esse número caiu para 16%!
  • Aceitam, cada vez mais, trabalhar em empresas cujos valores não são semelhantes aos seus e em empresas que não seriam sua primeira escolha;
  • Aceitam benefícios menos atrativos, atividades fora do foco primário de interesse e tarefas que não exigem tanto de suas capacitações;
  • Aceitam locais de trabalho fora do perímetro que consideram mais adequado;

 

O que a modificação dos dados dessas pesquisas mostram? Uma geração derrotada pelo sistema? Jovens que não conseguiram alcançar seus sonhos?

Ao contrário: essa curva de alterações parece ser a prova de que essa geração está desenvolvendo duas competências básicas para enfrentar tempos difíceis: a flexibilidade e a resiliência!

Os jovens Ys parecem ter percebido, que as Organizações sabem que, para enfrentar e sobreviver nessa onda global de crises, é preciso:

  • Trabalhar com líderes mentores, que colaborem no desenvolvimento profissional de todos, não se fixando em objetivos individualistas que levam a atuações egocêntricas;
  • Buscar a alternância de funções para ganhar experiência e conhecimento, substituindo a “vocação nômade” de profissionais ultra capacitados;
  • Considerar o conhecimento acadêmico acumulado, como apoio à atuação, essa pautada pelo desenvolvimento de habilidades e atitudes intra e interequipes.

 

Conclusão:

As mudanças e adaptações podem ser difíceis, mas certamente, irão fortalecer essa geração que entrou no mercado com as mesmas expectativas que tinham em seus lares: reconhecimento constante, premiação contínua e qualidade de vida sempre!

O enfrentamento da situação delicada do mercado de trabalho atual, vai construir um perfil menos onírico e muito mais sólido para os jovens dessa geração que sempre apregoou querer transformar o mundo!

 Pessoalmente, acredito que conseguirão… Afinal, se alguns sonhos para eles acabaram, outros estarão por vir!

Dados: pesquisa PricewatrehouseCoopers, Época