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Essa semana gostaria de comentar a afirmação que ouvi em um recente encontro de especialistas em desenvolvimento e capacitação de pessoas. Essa assertiva me trouxe alguns “flash backs” e muitas reflexões, além de recordar importantes “lições aprendidas” durante minha carreira de mais de 30 anos, como consultora e “coache”.

O comentário foi o seguinte: “Eu recebo dos alunos péssimas avaliações e gosto disso… Por que isso acontece devido ao meu relacionamento firme com a classe: eu sou assertivo, eu ponho o dedo na ferida!”

Essa afirmação imediatamente me fez lembrar de uma antiga professora de matemática, o “terror” da minha turma de ginásio…

Dona Lourdes, além da seriedade que beirava ao mau humor, apontava raciocínios precisos para a solução dos problemas, mas jamais conseguiu nos ensinar como raciocinar!

Credito a ela minha total “falta de noção” da importante matéria…

Outros “flash backs” me transportaram para os muitos “coachings” que já conduzi. E, curiosamente, a maior incidência de problemas de desempenho aconteciam com profissionais que “temiam” suas chefias. Era comum (e ainda é) ver “gerentões” (experientes e novatos) confundirem respeito com temor, disciplina com subserviência e a aceitação de “velhas receitas do passado”, nem sempre aplicáveis em cenário presentes …

As pessoas tendem a generalizar: aplicam seus métodos, conceitos e limites a situações diferentes, com pessoas diferentes.

Não percebem (ou não querem perceber) que experiências bem sucedidas no passado, não garantem sucesso no presente. As melhores soluções são as que acompanham as mudanças rápidas e dramáticas em todas as áreas de atuação humana. E, claro, garantem resultados positivos!

O professor que nos brindou com sua técnica, mencionada acima, pode ter tido (ou ainda ter) sucesso nas suas empreitadas, mas, certamente, poderia aumentar suas conquistas se ampliasse seus métodos, dando chance às novas tecnologias de aprendizagem.

Hoje, a figura onipotente do docente em um facilitador da busca de conhecimento de seus “aprendizes”.

Ele abre mão do poder de julgar o que é melhor para todos ao seu redor, passando a conduzir experiências que permitam, aos seus alunos, encontrar caminhos criativos para a conquista de seus objetivos.

Ao invés de “por o dedo na ferida” pode ajudar a buscar um meio de curá-la. Pode modelar sua figura, não para ganhar aplausos ou conquistar boas avaliações, mas para criar um ambiente agradável para um aprendizado saudável.

Os novos métodos de ensino de adultos propõem exatamente isso.

A Andragogia e a Heutagogia são bons exemplos disso.

Eles apontam o diálogo prazeroso num ambiente livre de tensões (portanto criativo) como forma de ensinar e gerenciar grupos.

Pedagogia = método que o professor determina o que e como aprender.

Andragogia = teoria na qual é o professor quem determina o que, mas é o aluno quem determina como.

Heutagogia = método pelo qual é o aprendiz quem fixa o que e como aprender.

O que aconteceu alavancou algumas reflexões que se transformaram em questões para mim. Para a mais importante (por que é tão difícil aceitar novas ideias), encontrei informações recentes dos autores que menciono abaixo. Descobri que o grande vilão que nos impede de aceitar “o novo” são os vieses de repetição do nosso cérebro.

Aqueles que querem se aprofundar no tema, encontrarão os autores da recente pesquisa citada. Para todos deixamos um “resumo esquemático” desses vieses, que se repetem até que encontremos outro “esquema” para colocar em seu lugar!

Questão: Por que é tão difícil mudar e/ou aceitar pontos de vistas diferentes dos nossos, novas tendências e mudanças de forma geral?

Esse material é bastante interessante e mostra que “teimamos” muito antes de ceder ao novo.

Veja esse gráfico:

Mas, voltemos à questão inicial sobre a afirmativa que deu início a esta resenha. Muitas pessoas que estavam no encontro citado, concordaram com a afirmação e ampliaram o raciocínio, afirmando que essa nova geração (a Y) precisa de disciplina e “rédea curta” para poder se “enquadrar”

Isso me trouxe a ideia para a coluna da próxima semana: como extrair do outro o melhor, independente da sua idade, história e experiência!

Então, até a próxima semana, com o novo tema proposto!