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Num encontro de especialistas em desenvolvimento e capacitação de pessoas, um dos colegas presentes, demonstrou ao grupo, sua posição como instrutor: “Eu recebo dos alunos péssimas avaliações e gosto disso… Por que isso acontece devido ao meu relacionamento firme com a classe: eu sou assertivo, eu ponho o dedo na ferida!”

Essa afirmação me fez lembrar uma antiga professora de matemática, que era o “terror” da minha turma de ginásio… Dona Lourdes sempre dizia: “É preto ou é branco! Não existe tentativa ou esforço que se transforme em nota… Só o resultado final!”

 O fato é que a maioria na classe (inclusive as alunas que costumavam apreciar a matéria) passou a ter problemas. Era “um tal” de faltar, pedir licença médica e, é claro, muita choradeira quando saiam os resultados.

Mas vocês dirão: éramos crianças, com adultos são diferentes…

Bem, eu cresci e passei boa parte da vida focada em desenvolvimento e capacitação de profissionais e aprendi muito nos “coachings” que conduzi. Os maiores problemas de desempenho aconteciam com colaboradores que “temiam” suas chefias. Era comum (e ainda é) ver antigos “gerentões” confundirem respeito com temor, disciplina com subserviência e aprendizado com memorização de “velhas receitas”…

Eu até já escutei de um cliente a seguinte máxima: “Eliane, tenha o cuidado de fazer com que os participantes se sentem quando tiverem que prestar atenção em alguma coisa. Você sabe que para aprender é preciso estar concentrado e, para isso, é preciso estar sentado…”

E isso não foi dito como piada…

As pessoas tendem a generalizar: aplicam seus métodos, conceitos e limites em situações diferentes, com pessoas diferentes.

Experiências bem sucedidas no passado não garantem sucesso no presente. As soluções têm que acompanhar as mudanças rápidas e dramáticas em todas as áreas de atuação humana.

O professor que nos brindou com sua técnica, acima descrita, pode ter tido (ou ainda ter) sucesso nas suas empreitadas, mas, certamente, poderia aumentar suas conquistas se ampliasse seus métodos, dando chance às novas tecnologias de aprendizagem. Elas transformaram a figura onipotente do docente que, por “default”, tem o poder de julgar o que é melhor para todos ao seu redor, em um facilitador da busca de conhecimento de seus “aprendizes”.

Ao invés de “por o dedo na ferida” pode ajudar a buscar um meio de curá-la. Pode modelar sua figura, não para ganhar aplausos ou conquistar boas avaliações, mas para criar um ambiente agradável para um aprendizado saudável.

Preparei algumas bases para minha argumentação. Quem se interessar pelo que está acontecendo nas novas escolas que formam as gerações que estão chegando, pode encontrar dados interessantes.  Quem está na posição de formador, gestor ou condutor de equipes de alta performance, pode achar algumas sugestões interessantes para partilhar os ambientes e as metas com aqueles que têm diferentes perfis e novas expectativas

Link 1 = Tema: Por que é tão difícil mudar e/ou aceitar pontos de vistas diferentes dos nossos?

Link 2 = Tema: As novas formas de ensinar adultos: a Andragogia foi só o começo…

Link 3 = Tema: Estamos na era da Heutagogia. Você já conhece essa metodologia de aprendizado?

Espero que, depois de lerem os textos acima, você concorde que podemos aprender pela dor, mas com prazer, é muito mais saudável…

Até a próxima semana!

Eliane